Aguarde...Taxas cobradas pelos principais bancos variam, mas comprador deve olhar além do percentual anunciado e comparar o custo total da operação.
Quem está pensando em financiar a casa própria em outubro precisa ficar atento não apenas ao preço do imóvel, mas também às condições oferecidas pelos bancos. Uma diferença aparentemente pequena na taxa de juros pode representar um valor significativo ao longo de um financiamento de muitos anos.
Entre os grandes bancos, as taxas mínimas divulgadas para as linhas tradicionais de crédito imobiliário ficam, atualmente, na faixa de 10,26% a 11,99% ao ano, mais a TR, dependendo da instituição e das condições da operação.
A Caixa aparece com uma das menores taxas mínimas, a partir de 10,26% ao ano + TR. No Bradesco, a taxa parte de 11,45% ao ano + TR. Já o Banco do Brasil aparece com 11,60%, o Santander com 11,69% e o Itaú com 11,99% ao ano + TR.
Mas o comprador não deve interpretar esses números como uma tabela definitiva de preços.
A menor taxa anunciada não é necessariamente a melhor opção
As taxas divulgadas pelos bancos são, em geral, taxas "a partir de". A condição efetivamente oferecida ao cliente pode variar conforme sua renda, relacionamento com o banco, histórico de crédito, valor do imóvel, entrada e prazo do financiamento.
Por isso, comparar apenas o percentual de juros pode levar a uma decisão equivocada.
O comprador deve solicitar ao banco o Custo Efetivo Total (CET) da operação. É ele que permite enxergar melhor quanto o financiamento realmente vai custar, considerando juros, seguros, tarifas e outros encargos.
Também é importante lembrar que as taxas citadas pelos bancos são acrescidas da TR, que pode alterar o custo das parcelas ao longo do contrato.
Entrada maior pode ajudar
Outro fator que merece atenção é o valor da entrada.
Quanto maior for a entrada, menor será o valor financiado. Isso pode reduzir o valor das parcelas e também o total pago em juros durante o contrato.
Por isso, antes de escolher o banco, o comprador deve fazer diferentes simulações: com a entrada que possui hoje e também com uma entrada maior, caso tenha possibilidade de aumentar esse valor.
SAC ou Price também fazem diferença
A escolha do sistema de amortização também interfere no financiamento.
No SAC, as parcelas começam mais altas e tendem a diminuir ao longo do tempo. Já no sistema Price, as prestações são mais estáveis, embora a composição entre juros e amortização seja diferente.
Por isso, não basta perguntar apenas:
"Qual banco tem a menor taxa?"
O ideal é comparar taxa de juros, CET, valor da entrada, prazo, sistema de amortização e valor total que será pago pelo imóvel.
MCMV e linhas com FGTS podem mudar a conta
Para determinados compradores, também vale verificar se existe possibilidade de utilizar condições específicas do Minha Casa, Minha Vida ou linhas vinculadas ao FGTS, como o Pró-Cotista.
Nessas modalidades, as condições podem ser diferentes das linhas tradicionais de financiamento imobiliário.
Isso significa que o melhor financiamento para uma pessoa pode não ser o mesmo para outra.
Antes de fechar o negócio
Para quem está procurando um imóvel, o caminho mais seguro é simular antes de assinar o contrato de compra.
O comprador deve verificar quanto possui para a entrada, quanto poderá comprometer mensalmente com a prestação e comparar as condições oferecidas por mais de um banco.
No financiamento imobiliário, uma pequena diferença na taxa de juros pode parecer pouco na parcela, mas representar uma diferença importante no custo total ao longo dos anos.
Por isso, mais importante do que encontrar simplesmente o banco com a menor taxa anunciada é encontrar a condição que apresenta o melhor custo-benefício para o seu perfil financeiro.
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